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Top 5 Presépios em Lisboa

O presépio é das maiores tradições de Natal. Sabe-se que o 1° do mundo foi montado por Francisco de Assis, em 1223. Assim o costume ficou, primeiro em igrejas e conventos, depois em palácios e solares, com famílias nobres.

Em Portugal, popularizaram-se no séc. XVIII, em plena época barroca. Mais do que beleza artística, buscava-se uma extraordinária dimensão teatral com o objectivo de impressionar o coração das pessoas e alimentar o seu êxtase religioso. Encontramos ainda lindos exemplares, sobretudo a norte do Tejo que impressionam pela dimensão, cromatismo e materiais. Em Lisboa são mais de 25, mas estas são as nossas escolhas!


Basílica da Estrela - a pedido de D. Maria I, Machado Castro cria esta obra onde vemos 480 figuras de barro e terracota policromada. Levou 5 anos a ser terminada! É o maior do país e a sua característica especial é a representação das actividades do quotidiano, onde se pretendia unir o Céu e a Terra. Merecem toda a atenção os detalhes.

Museu Azulejo - encomenda das irmãs do convento da Madre Deus a António Ferreira, em 1700. Após a morte da última freira, foi encaixotado e guardado em depósito até 2003, quando foi restaurado e devolvido ao seu local original. O burro não foi encontrado entre as 42 peças, por isso a decisão foi tirar a vaca também!

- obra de Machado de Castro, é o único assinado pelo próprio e data de 1776. Composto por 500 figuras, demonstra cenas da vida popular. Mas são as crianças que encantam o cenário - meninos dando piruetas, bebés nos colos, crianças puxando a barra das saias e um pequenino a oferecer algo ao Menino Jesus.

Amoreiras - criado por Cláudia Perdigão, pretende ser uma viagem até à antiga Palestina. Ao longo de 12m de altura vemos bonecos mecânicos, casas árabes e paisagens áridas. Contada de baixo para cima, a história encanta o olhar.

Palácio de Queluz - do início séc. XIX, pertenceu a Carlota Joaquina. Impressiona pela quantidade de figuras num espaço tão reduzido. Calcula-se que o autor terá sido Silvestre Faria Lobo, que trabalhou também nas Sala do Trono e dos Embaixadores.

Artigo escrito em conjunto com a This is Lisbon Walking Tours.


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