A Dica da Rosa - Passeio na Ponta do Garajau

April 17, 2020

Ao pensar na minha próxima dica, nesta fase tão inesperada e particular da vida de toda a humanidade, o meu pensamento voou até à Ponta do Garajau, um local, onde, para além da sua beleza natural, também tem sido procurado por muitos, que buscam a paz de um espaço esotérico e uma certa tranquilidade espiritual.

 

A falésia encontra-se na zona de transição, entre o Funchal e o Caniço e deve o seu nome à quantidade de Garajaus (aves marinhas, vulgarmente conhecidas como andorinhas do mar e cuja designação cientifica é: Sterna hirundo) avistadas nas imediações, pelos marinheiros portugueses, durante a viagem de reconhecimento que sucedeu à descoberta da ilha em 1419.

 

Neste passeio, o visitante pode apenas descobrir os encantos da falésia a partir do miradouro ou ir além do mesmo…seguindo pela vereda/trilho que conduz a um pequeno patamar inferior, outrora local de um posto de vigia para caça à baleia (atividade praticada por alguns pescadores da ilha entre os anos 40 até ao início dos anos 80). É quase obrigatório e vale mesmo a pena este pequeno percurso que inclui 218 degraus.

Na plataforma inferior, sugiro para quem aprecia, uma mini meditação ou apenas algumas respirações mais profundas, antes de voltar a
subir…muito calmamente.
Este passeio pode ser complementado com um mergulho na praia.


Existem duas opções para descer até á pequena praia de calhau rolado e águas cristalinas; de teleférico, ou seguindo pela estrada estreita que serpenteia a encosta, num trajeto pedestre de aproximadamente 20 minutos (one way).
A praia do Garajau e áreas marítimas adjacentes, foram, pela sua riqueza biológica, classificadas em 1986, como Reserva Natural Parcial, a primeira exclusivamente marinha de Portugal, pelo que desde então, existem diversos condicionamentos ao seu usufruto, nomeadamente o acesso automóvel. A falésia foi o local escolhido pelo conselheiro Aires de Ornelas para erigir uma estátua do Cristo Rei, em betão, com 14 metros (base e estátua) em 1927.
A autoria do monumento é atribuída ao escultor francês George Serraz embora a inscrição na base da mesma (Lenoir Pierre/Serraz) levante a suspeita que poderá ser fruto do trabalho de 2 escultores.

 

Talvez vos surpreenda saber que o Cristo Rei do Garajau foi o pioneiro em relação a outros mais emblemáticos; é anterior ao Cristo Redentor do Corcovado (Rio de Janeiro-Brasil 1931) e ao de Almada (1959).
A energia deste local é muito especial, segundo especialistas em radioestesia. Talvez por isso, se explica a existência de uma marca metálica e circular, no pavimento, que assinala o sítio mais indicado para alinhar os nossos pontos energéticos (chakras) e equilibrar toda a nossa energia.

Só para concluir… na escolha da dica, imaginei o Cristo Rei de braços abertos a abençoar o Planeta,
envolvendo a humanidade num abraço fraterno e tranquilizador; bem como todos os seres vivos vibrando na energia da saúde, harmonia e amor.

 

Rosa Figueiredo

rasamaya.figueiredo@gmail.com 

 

                                                                   Fotografia gentilmente cedida por Lúcia Mata.

 

 

 

 

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