Caldas da Rainha - escapar

August 11, 2019

Viajar com crianças implica todo um novo ritmo, em que menos é mais.

De modo a conseguirmos desfrutar realmente de um passeio é preciso planear visitar menos coisas num dia, ter a certeza que incluimos paragens para descanso e brincadeiras e refeições a horas certas que não mexam com os horários da sesta.

 

Nesta escapadinha às Caldas da Rainha, a Magalie veio connosco, a nossa filha de 2 anos.

 

Alugamos uma casa longe do rebuliço das cidades e do trânsito, com piscina, perto de verde para descansarmos, brincarmos, respirarmos ar livre e não termos de nos deslocar inúmeras vezes ao longo do dia.

 

O Casal das Flores fica perto da barragem, rodeado de árvores e flores, proporciona belos pôr de sol e descanso. Ideal para ir com amigos e família, pois tem 4 quartos, aqui cozinhamos refeições que não implicassem muito trabalho, aproveitamos a piscina, o grelhador, os matraquilhos e até o piano!

 

 

 

Sim, o dolce fare niente (ou quase, vá, já que com uma criança fazer nada é bastante relativo) nas Caldas da Rainha! E que bom que foi.

 

No entanto, nas viagens de ida e de regresso a casa, decidimos fazer alguns passeios.

 

As Caldas da Rainha são conhecidas como as “termas da Rainha”, pois a rainha Dona Leonor mandou construir um Hospital no séc. XV, onde vinha usufruir das águas termais terapêuticas. Nas suas temporadas em Óbidos, passava aqui alguns dias, e aos poucos, foi crescendo uma povoação em redor.

Mas esta é também uma terra que deixa marco no panorama das artes, aqui nasceu José Malhoa e aqui se desenvolveu uma cerâmica sem igual!

 

A nossa primeira paragem foi a Praça da Fruta, onde se realiza todos os dias o único mercado diário ao ar livre em Portugal. Cheio de cores e de cheiros, foi tão divertido andar de banca em banca e abastecer para os dias na casa.

 

Depois seguimos para o Parque D. Carlos I, onde aproveitamos a sombra, os banquinhos e visitamos o Museu José Malhoa.

Apesar do destaque dado às obras deste artista, visto ter nascido aqui, este é considerado o Museu do Naturalismo em Portugal.

 

A paragem seguinte foi o almoço, fizemos a nossa habitual pesquisa na app Happy Cow e escolhemos o Leef!

Mesmo não sendo exclusivamente vegan, os pratos que escolhemos estavam deliciosos, muito bem confeccionados e combinações originais. O espaço é tão bonito, o staff foi super simpático e não faltou distração para a pequena Magalie.

 

Após o almoço, e enquanto ela fazia a sesta, visitamos o Museu da Cerâmica, perto da Fábrica das Faianças de Bordallo Pinheiro – paragem obrigatória.

 

 

Para quem queira descobrir ainda um pouco mais desta linda cidade, aconselho a ida à Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, outrora capela privada do Hospital das termas, autoria de Mateus Fernandes, um dos mestres do Mosteiro da Batalha, erguida sobre uma das nascentes das águas termais.

Bastante peculiar é também o Museu do Ciclismo.

 

No regresso a casa optamos por fazer um desvio e ir até à maior duna de Portugal – a Duna de São Martinho do Porto, com 50m de altura!

Dali as vistas são amplas e a vontade de desce-la a correr é muita, atrevem-se?

 

 

Bom passeio.

Vivam a vida!

 

 

 

 

 

 

 

 

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