Das coisas boas

December 11, 2017

Nesta profissão conhecemos centenas, ou melhor, milhares de pessoas. 

Sem sabermos muito bem, acontece muitas vezes criarmos uma grande empatia com alguém e mesmo convivendo com ela por um tempo limitado, sentimos que podemos confiar. Quando isso acontece é tão bom.

 

Quando trabalhamos com incentivos, com grupos que duram várias semanas, com dias que levam 20 horas de trabalho, onde vemos e lidamos com uma mesma equipa durante todo esse tempo, essa equipa torna-se a nossa família. Essas são as pessoas que nos vão ajudar, que nos vão apoiar, que nos vão lembrar que é hora de comer, de dormir, que riem e choram connosco, que nos fazem acreditar que seremos capazes de terminar certas tarefas hercúleas, que nos levam ao médico se assim for preciso.

Nem todas as pessoas que aparecem são maravilhosas, mas quando aparecem é tão bom (sim, repeti, é preciso repetir).

 

Há 9 anos atrás trabalhei com um grupo de americanos onde conheci o Len Mackesy, o chefe de segurança do grupo. O evento teve lugar durante algumas semanas. Fiquei destacada para trabalhar com os VIPs, por isso convivia com o Len todos os dias. Explicava como iria ser o tour, ele explicava-me como seriam os procedimentos de segurança e ao poucos, após tantas horas de trabalho em conjunto começamos a  falar das nossas famílias, das notícias da altura, das nossas profissões, dos nossos países, disto e daquilo. Quando o grupo terminou ficou aquela sensação de "que pena, será que voltarei a ver esta pessoa?". Na despedida trocamos cartões e a promessa de avisar quando um de nós estivesse no país do outro.

 

Esse mesmo ano de 2008 reservava-me uma surpresa: ser escolhida para ir trabalhar para o Departamento de Visitantes do Museu Guggeheim em NYC. Um sonho que se realizava. Na segunda metade do ano estava eu a viver em New York, a cidade da sede deste grupo.

Como o prometido é devido, passado um mês enviei um email ao Len a dizer que estava na cidade e recebi o convite para visitar a sede da empresa. A minha irmã estava de visita e foi igualmente bem recebida. A equipa veio receber-nos com muitos sorrisos. 

Gentis como sempre foram tinham preparado uma surpresa: subir ao telhado do edifício da Met Life.

Quando nos filmes vemos o skyline de NYC há um edifício com o telhado decorado com folha dourada, já repararam nele? Foi aí que subimos! Sim, tivemos o privilégio de estar lá no alto, tocar aquele trabalho e olhar a cidade dessa perspectiva! Que sorte!

 

2017, recebo um pedido para trabalhar na hospitality desk para o grupo Met Life. Não associei de imediato ao Len e a sua equipa, mas algo me dizia que o nome do grupo não era estranho. 

Chega o primeiro dia do grupo, fui para a sala de recepção, conheci a equipa e explicaram-me a minha função, comecei o trabalho. Meia hora depois entra o Len na sala! Que surpresa, não consegui evitar um grande oh!!! 

Ele tinha pedido à equipa portuguesa (a mesma de há 9 anos atrás) que não me contasse nada pois queria fazer surpresa. Foi tão giro, demos um grande abraço e o primeiro assunto foi, claro, a Magalie!

Nove anos depois, estes reencontros são engraçados. 

 

Será que daqui a 9 anos nos reencontraremos outra vez?

 

Len, foi um prazer rever-te, conhecer a tua esposa, relembrar a visita a NYC, contar da minha filha e ver que continuamos ambos a adorar as nossas profissões! Que a vida continue cheia de surpresas maravilhosas.

Até já.

 

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