Família Beatty

Quando começo um tour por Portugal com uma família vou sempre um pouquinho ansiosa: serão as pessoas simpáticas? curiosas? estarão bem umas com as outras?

Trabalhar com grupos privados, pequenos, de 2 a 6 pessoas é, quanto mim, muitas vezes muito mais exigente que estar com 45 no mesmo autocarro.

As pessoas conversam mais e com isso surgem mais perguntas, surge mais curiosidade sobre a vida do guia e raramente há um bocadinho de tempo livre onde poderia descansar um pouco e recuperar a minha energia. Nestas situações os guias acabam por acompanhar as famílias nas refeições, muitas vezes mesmo durante o tempo "livre", a proximidade é maior e as pessoas pretendem menos liberdade, gostam de sentir a companhia o tempo todo.

Quando essas pequenas famílias são simpáticas, esses dias tornam-se de uma leveza que nos lava a alma, apesar de toda a exigência, mas quando não o são... vocês não imaginam o sacrifício que é tentar estar ali, tão próximo a dar o máximo de nós para alguém que não percebemos porque quis fazer um tour assim!

Durante a última semana de Março tive a sorte de conhecer a família Beatty: Rosie, Frank e o Grant.

Que simpatia, que sorrisos, que interesse, tenho a certeza que ficaremos em contacto por muitos e muitos anos. É tão bom conhecer pessoas que entendem o mundo, o outro, que estão cheias de estórias para contar, que se preocupam e cuidam desta casa comum a todos, que querem saber mais e que respeitam.

Percorremos umas quantas cidades de Portugal, tivemos dias de chuva torrencial a sol abrasador e eles nunca, mas nunca se queixaram. Descobrimos a gastronomia (a expressão deles quando viram percebes!), encontramos os presentes específicos que queriam comprar e até pintaram azulejos (deixou-nos de largo sorriso no rosto).

Acredito que seja um até já. Foi um prazer conhecê-los.

E como sempre, foi um prazer trabalhar com o Paulo Lopes. Sermos conduzidos por um motorista profissional faz toda a diferença.

Obrigada por este trabalho de equipa!

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