Imagens, Imagens, Imagens

March 1, 2017

Durante o tempo livre para fotos, falava sobre a diferença de viajar hoje em dia e viajar antigamente, com um dos meus turistas, um senhor já mais velho.

Para além de todas aquelas histórias sobre fronteiras, diferenças de comida, de não haver cadeias de restaurantes que encontramos aqui ou na China, o senhor alertou para um pequeno grande pormenor: o poder das imagens, da fotografia e do filme.

 

Hoje em dia basta escrever Palácio de Cristal, Porto e vemos milhares de imagens, até num pequeno écran de telemóvel e quem sabe, filmes publicitários. A maior parte das vezes essas imagens têm manipulação de tamanho e luz, o que cria na nossa mente toda uma concepção do sítio talvez diferente do real, mas de acordo com o que a nossa mente até deseja e levando à vontade enorme de visitar esse local.

Ver todos os dias a imagem, começa a torná-la menos grandiosa, começa a ficar banal e no dia em que a confrontamos com a realidade... há por vezes a desilusão.

Pensávamos que era maior, que era mais colorido, que o sítio em que se localiza era  mais especial, que isto e aquilo. 

Dizia-me o senhor que já ouviu pessoas dizerem com o ar mais entediado do mundo: "a Esfinge do Egipto? Não é nada de especial."

 

Quando nada víamos, criávamos mundos no "nosso mundo" e tudo sabia a mais fantástico, a único, a especial.

 

Será que a constante invasão de imagens na nossa visão tirou-nos a imaginação e o encanto?

 

Fiquei um pouco triste e pensei que realmente há pessoas que dizem: "não preciso ir a esse museu, tem a colecção toda no website, basta clicar do sofá da minha sala."

 

... a pensar...

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